Os 3 passos iniciais do estudo de alta performance


Os 3 passos iniciais do estudo de alta performance

1 – O primeiro passo pode parecer óbvio: saber o que quer.

Para nossa conveniência é possível começar seus estudos de forma eficiente, mesmo sem saber ainda qual curso / carreira pretende seguir.

Sim, existem muitos jovens em dúvida e isso é normal.
Não é simples alguém com 17 / 19 anos de idade ter certeza daquilo que deseja para o resto da vida.

Mas, mesmo assim, há um elemento muito importante a se considerar:…
– o ENEM é a porta de entrada de grandes universidades federais e você pode ter tomado essa decisão: preciso me sair muito bem no ENEM.

– outros talvez tenham tomado outra decisão: estudar em universidade pública em sua cidade ou em seu estado.

É exatamente isso que nós chamamos de “Saber o que quer”

E se um estudante não fizer essa separação, se pretender participar de diversos vestibulares, com características diferentes?
Mesmo assim terá que conhecer as características dos exames que fará e se posicionar, no sentido de escolher os melhores métodos de estudo, os mais eficazes.

 

2 – A preparação

A – É fundamental definir o ambiente de estudo. Um local indicado é aquele no qual você se sinta bem e te permita o melhor rendimento.

Muitos estudantes preferem estudar a escola ou cursinho, pois consideram contar com a ajuda dos professores e de plantonistas. Além do que podem ter dificuldade de locomoção para voltar para sua residência num determinado horário.
Muitos têm em casa uma criança pequena ou uma obra, que atrapalhariam o estudo. Alguns não resistem à televisão, computador ou mesmo à geladeira.

No entanto, ao permanecer na escola / cursinho, devem considerar outros elementos de distração, principalmente quando, na sala de estudos, formam-se grupos de conversa.

De qualquer maneira, pense em qual ambiente você encontra as melhores condições de estudo.

B – Se preparar para estudar significa também, estar bem nutrido. Esse é um dos grandes problemas que os estudantes enfrentam no ano de vestibular: uma alimentação desregrada. Isso se deve a várias razões, a mais óbvia é a falta de bons hábitos nos anos anteriores que, somada à pressa, a ideia de que é necessário ganhar tempo, faz com que muitos comam lanches, bolachas, salgadinhos, inclusive na própria mesa de estudo.

Uma má nutrição afeta a capacidade de concentração ao longo do dia e exige maior esforço, que comprometerá seus estudos de forma imperceptível ao longo do dia e ao longo do ano. Ao exigir maior esforço, ficará mais cansado, sentirá sono mais cedo do que o normal e, dormirá mal, criando ainda um sentimento de culpa, na medida em que percebe que o rendimento declina.

C – Concentre-se.

Muitos falam em técnicas de meditação e a ideia parece absurda, principalmente se ficou na escola / cursinho. Em casa a prática é mais adequada. No entanto, existem técnicas simples de concentração, relacionadas ao controle da respiração e dos batimentos cardíacos que podem se desenvolver em 10 minutos.
Portanto, GANHE 10 minutos ao se concentrar, como parte de sua preparação para um estudo de alta performance.

 

3 – Defina seus métodos.

Não existe um modelo ou um plano de estudos de sucesso pronto, que você baixa da internet ou copia de um amigo que já está na universidade. O modelo que serve para uma pessoa não serve para outra necessariamente.
No entanto, podemos considerar que para 90% das pessoas valem as seguintes conclusões:

Assistir a uma Aula / Palestra como um bom ouvinte, é a forma menos eficiente de obter e reter conhecimento. É considerada uma atitude passiva.
Para muitos estudantes a aula é o “ponta pé inicial”, é quando um determinado assunto é visto pela primeira vez e essa primeira visão é potencializada ou não dependendo muito de quem a expôs – professor ou palestrante – no sentido de dar a real percepção da importância do assunto, de criar motivação, de estimular a reflexão e o estudo.
Mas mesmo que um estudante não tenha compreendido uma exposição, deve estuda-la.
Nas aulas de História costumo dizer que temos uma matéria que ilude o aluno, pois normalmente ele entende a aula, entende a explicação daquele momento e julga que não é necessário ou que é secundário o seu estudo posterior e quando chega a prova ou um simulado o resultado é desastroso.

Anotar a matéria do quadro negro.
Durante uma aula expositiva, as anotações contribuem e elevam um pouco a assimilação, mas ainda é algo pouco eficiente.
Principalmente nas matérias de ciências exatas, em boa parte da aula o professor usa o quadro para desenvolver a resolução de exercícios e, o mais importante, é perceber cada passo, perceber o desenvolvimento e questionar.
Não adianta ter o exercício resolvido em seu caderno se você não aprendeu o processo, o raciocínio utilizado.
Muitos professores utilizam o quadro para um resumo, servindo de roteiro, destacando os aspectos mais importantes, aos quais os estudantes devem prestar mais atenção quando do estudo.

Repetição

A falta de base, de planejamento e de um método, faz com que muitos estudantes assistam a mesma aula diversas vezes e joguem seu precioso tempo na lata do lixo. Alguns alunos chegam a gravar a aula, para depois ouvir no trânsito ou em locais que consideram que não podem desenvolver outra forma de estudo. Pior ainda é o estudante chegar em casa e buscar livros ou textos e vídeos na internet sobre a mesma aula que teve na escola / cursinho e usar seu tempo para isso, julgando que formas diferentes de explicação o ajudarão.

Fazer resumo

Todos consideram que é boa forma de estudar, afinal para tanto o aluno está revendo a matéria e destacando dela as parte mais importantes, adota uma postura ativa, produz algo. O grande problema é ter a certeza de que, de fato, está destacando o mais importante.
na maioria das vezes os estudantes não foram ensinados a fazer resumo, ao contrário, imposto muitas vezes como tarefa obrigatória, muitos realizam resumos apenas como a cópia de algumas partes daquilo que encontram nos livros ou na internet, num simples “copiar – colar”.

Interrogação Elaborativa
A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.

O estudante deve concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.

No caso das ciências humanas tal postura parece menos complexa, se comparada às ciências exatas. Nas humanas existe um pressuposto de que são possíveis interpretações diferentes, no entanto, muitos têm dificuldade em perceber que NÃO É um vale tudo, pois todas as possibilidades devem ter uma base sólida.
O oposto é verdadeiro para as ciências exatas, numa visão de que tudo já está matematicamente definido e não há muito o que compreender.

Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.

Estudo Intercalado

A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória.
Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).
O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

Teste Prático

Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.

No caso específico de vestibular, a recomendação é fazer exercícios de provas anteriores. No entanto tenha em mente que cada vestibular tem suas características e, ao fazer exercícios procure perceber duas coisas importantes: o conteúdo propriamente dito, sobre o qual se refere a questão e o modelo, pois alguns vestibulares tem um padrão e através de suas questões é possível perceber o padrão.

Ensinar

Uma das formas mais eficientes de assimilar conteúdos é ensinando aos outros, aquilo que você aprendeu. Ao verbalizar e criar situações, exemplos, para que outra pessoa entenda sua explicação, seu raciocínio se amplia e a assimilação aumenta, a retenção aumenta. Só é possível ensinar aquilo sobre o qual você tem certa segurança e, desta forma, entende a lógica daquilo que está ensinando e percebe aspectos deficientes, lacunas, em seu conhecimento.