Aprenda a se concentrar

O que mais chama atenção entre meus alunos e também nas redes sociais das quais participo, são estudantes preocupados com o cronograma, com a organização cronológica do estudo, preocupados em quanto tempo dedicar a cada disciplina e como encaixar suas atividades sociais na agenda. Muitos estudantes postam para os amigos suas agendas e explicam do porque de cada tempo, se é melhor 50 ou 60 minutos, o tempo de descanso, o que fazer no tempo de descanso, como aproveitar o fim de semana pra estudar e descansar; enfim, fazer uma agenda equilibrada. 
Não há dúvida de que tudo isso é importante. Muito importante.
Porém não adianta fazer uma agenda, um cronograma bem completo e acabado, dentro de suas necessidades e expectativas se, antes de tudo, não resolver a questão anterior, a CONCENTRAÇÃO. Tanto faz se você estuda 4 ou 6 horas por dia, se o seu estudo é intercalado, se está bem alimentado, se você não conseguir se concentrar.

Sabemos que a falta de concentração deriva de problemas variados, que nem todos os estudantes têm problemas de concentração pelo mesmo motivo, por isso, as nossas orientações aqui são gerais, que podem ajudar a resolver ou a minimizar uma parte dos problemas de concentração.

O primeiro passo é mais simples, pois trata das questões exteriores. É mais simples de detectar, mas nem sempre mais fácil de resolver. O ambiente onde você estuda é o mais adequado para sua concentração?
Dentre aqueles que ainda fazem o 3º ano do ensino médio ou fazem o cursinho pré-vestibular, muitos preferem ficar no local de aula e normalmente essa decisão está relacionada a três fatores.
1 – Dependência de condução (transporte) para voltar pra casa;
2 – Julgar que em casa a concentração será mais difícil;
3 – Considerar que no local de aula existem professores disponíveis para tirar dúvidas.

Todos esses fatores devem ser levados em consideração e a grande dificuldade do estudante é “coloca-los na balança”, ou seja, analisar os prós e contras.
Para isso é necessário ter uma certeza: não existe solução perfeita, mas a melhor solução, e isso significa que o estudante precisar ter a confiança de que está escolhendo o melhor, o ideal para aquele momento e não focar no que pode, eventualmente, dar errado, tendo consciência de que  não existe sistema perfeito.
Não adianta esperar a carona para casa se o nível de aproveitamento na sala de estudos é baixo. Gaste tempo no ônibus e chegue ao ambiente onde o estudo pode ser melhor.
Não adianta ter professores de plantão se na sala a conversa é grande, você se distrai, não tem eficiência e em seu atendimento, tem 2 ou 3 dúvidas sanadas. Muitas vezes não existe conversa, você coloca seus fones de ouvido mas a movimentação de outros estudantes te distraí.
Existem ainda locais alternativos, como bibliotecas públicas, onde normalmente o silêncio é garantido. A casa de um parente próximo, que durante seu período de estudo está vazia e possui a infraestrutura básica pra você, em algumas horas, desenvolver seu estudo, mesmo que a ida à biblioteca ou a outro local não seja possível diariamente, mas apenas algumas vezes por semana, previamente planejadas, colocadas em sua agenda.

Mas e se você está no melhor lugar, com as melhores condições, com as melhore pessoas e não consegue se concentrar? Nesse caso temos que procurar as condições internas que determinam tal situação e como escrevi acima, varia de uma pessoa para outra.
Mesmo assim existem dicas e métodos que podem servir para todos.

Existem muitos exercícios de concentração e gostaria de recomendar o melhor: pratique yôga.
Antes de fazer um julgamento de minha afirmação, tem certeza de que sabe o que é isso? Acredito que mais de 99% das pessoas não saibam e tenham uma noção errada sobre o assunto. Em principio existe no senso comum duas concepções: é algo positivo e é “meio zen” que, na prática, é considerado como algo bom, mas meio lunático, meio sem propósito, meio perda de tempo….
Mas e se você for convencido de que fazer yôga 3 ou 4 horas por semana, de forma séria, aumenta em muito seu poder de concentração e sua eficiência, será que vale a pena?
Sabemos que essa decisão não é simples, então vamos a dicas mais fáceis de implementar:

1) Desacelere
Reinicie seu cérebro e dê o start. – você assistiu aulas na escola ou cursinho e foi para casa?
Pare, respire, descanse, pare de pensar na aula que teve ou na parte da matéria que tem que estudar. Brinque com seu animal de estimação antes de começar a estudar.

2) Com certeza no caminho para sua casa já olhou as mensagens e as redes sociais, então agora desligue o smartphone. Sabemos que, para muitos, isso não é fácil, então preste atenção no seguinte: quanto mais você acessa aplicativos mais quer acessar, ou seja, se durante as aulas você se acostuma a olhar para o smatphone de 15 em 15 minutos, é difícil mudar essa dinâmica na hora do estudo.
Portanto sua relação não pode ser nem de amor nem de ódio com seu aparelhinho. Ele é bom, te permite fazer coisas boas – até telefonar se quiser – mas deve ser uma relação equilibrada e com respeito. Ensine-o a respeitar, seus horários, sua privacidade, sua necessidade de ficar sozinho em muitos momentos.
Para conseguir manter o smartphone desligado na hora de estudo, deve aprender a acessa-lo cada vez menos ao longo do dia, podendo reservar em sua agenda um horário especifico para um acesso mais demorado.

3) Resolveu estudar com material do computador ou da internet? É possível e, se bem planejado, pode ser muito bom, porém, quantas abas / janelas você costuma deixar abertas no computador? Esse comportamento eleva a chance de distração, mesmo que as janelas sejam estáticas, não emitam nenhuma chamada, nenhum som, o fato de estarem ali faz com que você eventualmente olhe para elas e pense: será que tem novo ali naquele blog ou no meu email?
Feche tudo. Reserve um horário na sua agenda pra você acessar a internet e navegar por onde quiser.

4) Não se distraia

Não existe multitarefas, o que existe é uma alternância muito rápida da sua atenção, que na prática cria uma situação de distração, normalmente imperceptível, principalmente para aqueles que têm certeza de que são “pessoas multitarefas”, encarando tal situação como uma grande capacidade, como algo positivo e, se você tem certeza de que tem uma característica muito positiva, você quer preserva-la.

Limpe sua mesa, limpe suas paredes de mapas, resumos, mapas mentais, papéis coloridos. Coloque tudo isso em pastas, que você pode utilizar em determinados momentos ao longo de seus estudos. Não radicalize. Não precisa deixar tudo branco, limpo, clean. O ambiente precisa ser amigável e ao mesmo tempo não causar distração.

5) Estudar com música? Apenas assim:
O médico búlgaro Dr. Georgi Lozanov,  desenvolveu um método eficiente de ensino a partir do conhecimento de como o cérebro aprende. Lozanov descobriu que todos, em um estado mental chamado “estado de vigília relaxada”, aprendemos com mais facilidade em um espaço de tempo menor. Esse “estado de vigília relaxado” é possível quando o cérebro entra em “alfa”, ou seja, quando opera na faixa de 8 a 12 ciclos por segundo.

Lozanov  desenvolveu experiência com seus próprios alunos e verificou que os mesmos tiveram uma melhora altamente significativa na percepção, processamento, memorização e recuperação das informações transmitidas. Felizmente existe uma forma para simples de atingir o estado alfa, basta ouvir com sons binaurais. Ouça a música em baixo volume e a parir de um certo momento você mal a perceberá e, ao mesmo tempo, ela impede que outros ruídos desviem sua atenção.
Faça você mesmo o teste.

Música para concentração – https://www.youtube.com/watch?v=nby5jgjb0Dk

Clique na imagem e participe de nosso grupo – Se gostou, COMPARTILHE

grupo-facebook-performance