A escolha da carreira

Por Claudio Recco

Esse é um dos grandes dilemas de grande parte dos vestibulandos. Ao contrário do que se imagina, muitos(as) jovens chegam à época do vestibular sem uma certeza de qual carreira seguir.

Por um lado, não é uma escolha muito simples e fácil para um(a) jovem de 17 ou 18 anos, fruto do pouco conhecimento sobre as profissões, sobre o mercado de trabalho e principalmente, sobre suas próprias aptidões.

Aqueles que dizem saber qual carreira pretendem seguir, tem uma certeza relativa, moldada por influências externas e não exatamente fruto de uma reflexão sobre os vários aspectos que envolvem essa escolha.

Não há dúvida de que a principal influencia é a da família, seja por impulsos inconscientes dados ao longo da vida, quando pais dizem para crianças que no futuro serão isso ou aquilo, seja por impulso consciente, relacionando a futura profissão do filho (da filha) a aquilo que consideram melhor, mais promissor, mais rentável, a “profissão do futuro”, aquela que garantirá estabilidade ou a continuidade dos negócios da família.

As vezes temos a situação inversa, de pais descontentes com a própria escolha, transportando esse descontentamento para os filhos e desestimulando-os quanto a possibilidade de sucesso num ramo onde não foram bem sucedidos.

Como um(a) jovem lida com as “verdades sobre profissão e mercado” de seus pais?
Como lida com as expectativas daqueles que o criaram e deram a ele(a) as “condições” de estudar?

Por outro lado, como os pais lidam com a ideia de que o(a) jovem, mesmo jovem e inexperiente, pode ser dono(a) de seu destino e fazer suas próprias escolhas? Como ter certeza de que não vai errar?

Com certeza há inúmeras motivações e justificativas para as sugestões dos pais. Cada um, a seu modo, tenta ajudar da maneira que julga ser a melhor, porém, essa é uma escolha pessoal, intransferível e difícil: o que menos o(a) jovem precisa, na época de escolher uma profissão, é sentir que os pais criaram uma expectativa sobre ele.

Escolher uma carreira significa optar por um caminho a seguir, que não se limita apenas às horas de trabalho, significa também escolher um modo de vida e essa é uma decisão pessoal.

Em princípio a resposta para essas contradições é a mais básica possível: a conversa; e a partir dela, a criação mecanismo reais que permitam uma decisão consciente e confortável. Os pais podem e devem dirigir o processo que dará aos jovens a condição de fazer a escolha, isso significa a participação de ambos, mas a consciência de que a decisão cabe ao filho.

Aos pais é necessária uma reflexão acerca da escolha do(a) jovem, e mesmo um questionamento sobre suas certezas. Como mencionado, muitas vezes uma certeza somada a tranquilidade que ela proporciona, vem de uma escolha moldada na infância e que não levou em consideração as novas condições e realidades existentes. Nesse sentido, cabe aos pais questionar positivamente essas escolhas e estimular os filhos a também realizarem uma reflexão.

Vale a pena lembrar que existem diversos procedimentos organizados que podem ajudar na reflexão de pais e filhos, como pesquisas, roteiros, profissionais de áreas relacionadas ás escolhas vocacionais.

Por conta de tal situação e de nossa experiência de 30 anos com alunos de pré vestibular elaboramos uma PALESTRA para as escolas – pais e alunos – e de atividades de coaching para ajudar os jovens a compreender a complexidade da escolha, entender suas qualidades e aptidões, o mercado de trabalho e as caraterísticas das profissões. É do entendimento dessa composição que o jovem fará a ESCOLHA CERTA.

Essa PALESTRA é realizada gratuitamente em escolas em São Paulo e cidades próximas (raio de 100 Km). Os grupos de coaching se realizam on line, portanto atendem jovens de diversas partes do país.

Entre em contato para maiores informações sobre a Palestra ou sobre o coaching vocacional

Claudio Recco – Educador e Coaching Vocacional
claudio@claudiorecco.com.br
cel (WhatsApp) – 11998862498